Chifre virtual: um problema real?

01/07/2013 23:34

   A Internet mudou a forma como as pessoas se relacionam. Sites de relacionamento, redes sociais, salas de bate-papo e programas que permitem a troca de mensagens , hoje, um campo fértil para aumentar círculos de amigos, conhecer pessoas com gostos parecidos e encontrar possíveis pretendentes. Até aí, nada de mais né gente. Afinal, ainda que boa parte dessas histórias jamais migre para o mundo real.

 

 

O problema é que o aumento da "oferta" também fez crescer as tentações. Se por um lado a rede de computadores permitiu a criação de novos tipos de relacionamentos, com ela também nasceram novas modalidades de traição. É, minha amiga, a pulada de cerca virtual, ao que tudo indica, é um problema mais do que real para os casais do século XXI.

Cutucadas, mensagens e curtidas no grande e potente Facebook, tudo isso inocentes à primeira vista, mas pode ser o início de algo com chances efetivas de terminar em um belo par de chifres enfeitando a testa de alguém. Envie o primeiro spam quem nunca recebeu um comentário com segundas intenções em alguma foto ou foi adicionado pelo amigo de um amigo que não pensou duas vezes antes de puxar papo (eu vou admitir, sou culpado!).

Dar bola para aquele cara, é uma escolha pessoal e envolve os mesmos riscos que os relacionamentos extra conjugais do mundo real (ou até mais). Isso porque, apesar da sensação de maior liberdade e coragem, as regras ainda são as mesmas. Então, nem tente usar a internet  para suas escapadinhas (mesmo elas sejam apenas via e-mail, ou o famos e atual whatsapp ou aquele velho SMS). Porque, nesses casos, vale a intenção. E ela está presente mesmo nos atos não realizados fisicamente.

Isso não quer dizer que toda e qualquer interação nas redes sociais seja um convite ao adultério ou uma prova inquestionável de que seu namorado está tendo um caso com aquela menina do trabalho ou a suposta amiga dele que vive comentando tudo o que ele posta. Homem morre de preguiça de mulher paranóica do mesmo jeito que morre de preguiça de olhar vitrine em shopping sem inteção de comprar nada. Então, melhor pensar bem antes de bancar a paranóica e sair por aí cobrando explicações sobre uma história que só existe na sua cabeça. Além de correr o risco de sair com fama de maluca e barraqueira (e homem odeia mulher maluca e barraqueira mais do que odeia juiz de futebol ladrão) você pode levantar a bola de uma história que ele talvez nem tenha notado.

A criação de perfis fakes para espionar ou testar a fidelidade do outro também é a maior roubada (e me diz ai que nunca fez?). Primeiro porque não significa nada: o cara ignorar suas investidas não quer dizer que ele seja santo e se ele te der mole pode ser mais uma questão de vaidade do que de real intenção de fazer alguma coisa para valer.

Se em algum momento seu namorado lhe passar a senha dele para uma situação específica, como verificar uma informação ou imprimir um arquivo, por exemplo, mostre que você é digna da confiança dele e JAMAIS use essa informação em proveito próprio e sem o consentimento dele.Invadir o Facebook alheio é uma péssima escolha. Além de ser crime.

Caso role alguma desconfiança, vale a pena parar para pensar nas razões nas quais se baseiam essa sensação. Se a avaliação não for suficiente para matar a pulga atrás da sua orelha, uma conversa honesta com seu namorado é a melhor solução.

A internet é um reflexo do mundo real e, como tal, apenas reproduz seus comportamentos. Se o sujeito dá uma cantada no meio mundo do Facebook, a culpa é dele, não do Facebook. O site só expôs um comportamento que ele teria mesmo que as redes sociais jamais fossem inventadas pelo homem. Nada a ver ficar colocando a culpa pelas suas escorregadelas, ou de quem quer que seja, na rede. O uso que damos à tecnologia é que pode ser bom ou mau.  Pense nisso antes de responsabilizar o mundo virtual por atitudes questonáveis que você pode vir a tomar.

 

 

Rodrigo Ferreira

Fonte:http://br.mulher.yahoo.com